Corri hoje a minha primeira corrida de rua... 5 km no Circuito Adidas de Outono. Tô tão feliz! É tão bom quando a gente consegue fazer uma coisa que a gente acha difícil... :)
domingo, 21 de março de 2010
terça-feira, 2 de março de 2010
O Amor Antigo
Carlos Drummond de Andrade
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige, nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
o antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Soneto da Fidelidade
Vinícius de Moraes
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Histórias de Amor Tristes
Existe um tipo de amor que será eternamente abençoado; que é o amor destinado a nunca dar certo.
Veio forjado de fábrica, com um pé ainda em outra vida, já fadado ao fracasso.
Poderia ter sido um contrato firmado antes mesmo do nascimento: essas pessoas irão nascer, olhar uma para a outra e apaixonar-se a primeira vista. Serão para sempre a doce memória um do outro, e dos momentos felizes, que ficarão destinados a permanecerem apenas momentos para todo o sempre. Porque este amor está fadado ao fracasso. E todos suspirariam: "que inveja".
Causas incontáveis vêm em auxílio dos amores destinados ao erro. Mudanças bruscas de plano de vida, de país, de projetos, busca de novos horizontes. Outro mundo, outra religião, outra convicção política, a vida que encurtou antes do tempo.
A separação se instala em intensidade proporcional ao quão grande este amor veio ao mundo. Imagino o destino ditando a sentença: "Decreto que este seria um grande amor; mas não o será, porque é um destes amores que nasceram com o planejamento invertido. Já existe nele o carimbo fatídico."
Que diferente seria se apenas o coração sofresse, a alma doesse, os corpos se separassem e a mente simplesmente esquecesse, e não se falasse mais nisso. Mas estes amores trazem consigo uma armadilha traiçoeira.
Os anos passam; os amores fracassados se desfacelam e seguem cada um o seu caminho. E encontram novos amores, não fadados ao fracasso, acreditam que a vida deu uma grande volta.
Acham que estão curados.
E de repente, um cheiro invade o ar, uma música toca no rádio ao longe, e, incontrolavelmente, lá estão, todas elas de volta, as memórias do passado. E percebe-se que o caminho que agora se trilha e que se crê amor, na verdade não o é. Seu grande amor foi aquele: o que estava destinado a fracassar.
O amor de verdade foi aquele que ficou ali, perdido naquele momento, naquela pessoa que foi embora e que a vida tornou tão distante.
Os anos se passaram, tudo mudou, mas ficou impresso na alma um sabor que nenhum outro amor jamais recuperaria.
Triste seria, não fosse a sabedoria dos anos.
Os amores destinados a fracassar, são os amores mais abençoados que a vida poderia legar a poucas pessoas escolhidas.
Histórias de amor tristes não são obra do acaso. São produtos de uma longa conspiração dos caminhos que a vida toma.
Primeiro trazem consigo a mais pura melodia, deixam a alma embriagar-se, e depois despejam um véu da noite, como uma névoa anestesiando os sentidos. E tudo está acabado. Os amantes inconformados culpam um ao outro pelo fim inesperado, enquanto a vida esconde-se sutilmente para despistar os desavisados de sua verdadeira culpa. Se pelo menos as vítimas dos amores fracassados compreendessem que nada poderiam contra este turbilhão!
Que histórias de amor invejadas, estas histórias tristes! Invejadas, porque são estes os amores mais sinceros, que deixam na alma uma marca que nada mais vai tirar. Cobiçadas, porque trazem consigo sentimentos que poucas pessoas têm a sorte de experimentar. E abençoadas, porque são as únicas histórias de amor que acabam sem acabar o amor, e sim a história.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Endureci
Tô gostando de alguém que não sente o mesmo por mim. Provavelmente alguém que não vou ter ao meu lado, alguém de quem provavelmente não sentirei o gosto dos lábios. E não me sinto angustiada, não tô sofrendo. Acho que endureci.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
As Sem-Razões do Amor
Carlos Drummond de Andrade
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
O amor é estado de graça,
E com amor não se paga.
Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
O amor é estado de graça,
E com amor não se paga.
Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.
Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.
Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Desabafo
Quero minha vida de volta. Quero ter liberdade de fazer, pensar, sentir, ir e vir na hora que quiser, sem ter que dar satisfação de cada passo que dou. Quero minha vida de volta.
domingo, 26 de julho de 2009
Paciência e perseverança. Sempre.
Não, eu não escolhi isso.
Não escolhi me apaixonar por você. Não escolhi me perder nos seus olhos tão expressivos. Não escolhi ficar absorta em meus pensamentos quando você sorri pra mim. Não escolhi ruborizar só por estar perto de você. E, definitivamente, não escolhi me apaixonar por alguém que tem outra pessoa... e ter que esperar.
Esperar.
É só o que me resta fazer agora. Não tenho armas pra lutar nessa batalha e não posso passar por cima de ninguém. Dei todos os passos que me permiti dar, agora preciso esperar um passo seu.
E nem que demore muito, eu vou esperar por este passo seu. Vou esperar por você, porque eu quero você.
Vou esperar.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Para C.
A culpa é sua.
Você tem culpa dos meus suspiros aparentemente sem motivo.
Dos sorrisos de canto de boca quando penso em você.
Do coração disparado quando vejo seus olhos.
Da sensação gostosa que toma conta de mim quando vejo seu sorriso.
Culpo você por tudo isso.
Pelos minutos antes de dormir em que sonho acordada com você.
Pelo doce em meus lábios ao dizer o seu nome.
Pelas cores que tornam meu dia mais colorido quando estou com você.
Pelo perfume saudoso que fica no ar quando você vai embora.
Pela música que deleita meus ouvidos ao ouvir a sua voz.
Por ter devolvido o brilho aos meus olhos.
Mas principalmente pelo sabor suave de estar apaixonada...
E pelo fato de eu não conseguir colocar em palavras esse sentimento que descobri em você.
Você tem culpa dos meus suspiros aparentemente sem motivo.
Dos sorrisos de canto de boca quando penso em você.
Do coração disparado quando vejo seus olhos.
Da sensação gostosa que toma conta de mim quando vejo seu sorriso.
Culpo você por tudo isso.
Pelos minutos antes de dormir em que sonho acordada com você.
Pelo doce em meus lábios ao dizer o seu nome.
Pelas cores que tornam meu dia mais colorido quando estou com você.
Pelo perfume saudoso que fica no ar quando você vai embora.
Pela música que deleita meus ouvidos ao ouvir a sua voz.
Por ter devolvido o brilho aos meus olhos.
Mas principalmente pelo sabor suave de estar apaixonada...
E pelo fato de eu não conseguir colocar em palavras esse sentimento que descobri em você.
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